quarta-feira, 14 de outubro de 2009

fim do fim

é o fim da confraria!.... estamos a ser seguidos
e
muito
claro que isso nos incomoda
e
vai daí
acabamos

fomos para >>>>> aqui

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

as férias estão a acabar...
deram para construir esta marioneta, beber uns copos
e
pouco mais
as cidades que conheci
- enlouqueceram



nas cidades que conheci
- abrigam-se jovens delinquentes que depositam os seus dejectos nas pias baptismais

nas cidades que conheci
- havia
- havia
- havia
- havia
- - cafés febris que se espreguiçavam sobre o mar para sufocar as vozes

as cidades que conheci
- ainda respiram uma aragem de férias




faz muito tempo que não experimento essa sensação de bem-estar

quarta-feira, 19 de agosto de 2009




te manha :)
te manha :(
te manha :D
te manha ;P
te manha (.”)
te manha ()
te manha @
te manha lol
te manha loooool
te manha looooooooooooool



segunda-feira, 20 de julho de 2009


era
o
momento e
o corpo pesava
com a violência dos
raios que ofuscam a vista
os olhos encontrados no caminho
estendem-se para lá do derradeiro suspiro
desmedido é o prazer no aconchegante sepulcro
não me é permitido já lembrar de mais nada
os sonhos deixei-os à cabeceira da cama
onde anunciam aos gritos o novo dia
também eles badalam como fardos
ressoam mui confortavelmente
todos os dias antes de deitar
levo a taça aos lábios
só depois me dispo
e
bebo
te
exactamente
assim



enquanto repenso


para o teu aniversário...... ainda que antecipado.

sábado, 18 de julho de 2009

as férias aproximam-se... deixamos uma acção performativa - desenhada em faro (algarve) no arteseries de 9 de junho de 2009.
acção de: gonçalo mattos
projecto: manuel almeida e sousa

quinta-feira, 16 de julho de 2009

o profundo corte dos sussurros adormecidos




engomo décadas de cartas cortando sempre pelo trunfo
e
recebo-te
............. sedento
...................................... de silêncios
............. sedento
recebo-te
e
engomo décadas de cartas cortando sempre pelo trunfo



o corte profundo de sussurros adormecidos

domingo, 12 de julho de 2009

não me importa o quê...


... muito menos me importa o que dizem os outros
percorremos passo a passo o caminho traçado
e
cada ponto nos é confiado como um segredo


desfiar é tudo


cada passo é um sonho
e
em cada sonho a experiência


o movimento fluirá como um regato

terça-feira, 7 de julho de 2009

um dia
vestiu-se de herói
e
acreditou sê-lo

domingo, 5 de julho de 2009

Meus caros
vai para alguns dias o alberto (da incomunidade) convidou-me para fazer uma acção em Lamego… porque não com a mandrágora?… dizia ele.
pois…
estas coisas das artes causam-me sempre algumas dores de cabeça e dúvidas:…
- vou?…
- não vou?
- será que tenho transporte?…


já me decidi. comprei uma mula (no algarve) e uma carroça. a mula chama-se cláudia vanessa e, parece-me, está em óptimas condições para a viagem TAVIRA-LAMEGO-TAVIRA.
na volta passo por portalegre e dou boleia ao nicolau saião… (viajar com surrealistas é sempre divertido).
já ando a treinar com a cláudia vanessa – ontem mesmo experimentei carregar a carroça com os meus poemas a cláudia aguentou perfeitamente – nem reclamou (os animais têm pouco sentido crítico).
a ver se…
e
até lá.
entrementes vou de férias (para a semana)
abraxum
MAS

sábado, 4 de julho de 2009

- poemas?...
não.
há muito que não desenho nenhum...

fra - - - - maek
fra - - - - - - - - maek
fra
fra - aáelk
handsk - - - fra
handsk - nod - fra
det - - - - fra - - - - maek
en honig
en - honing - en - den

os poetas, nos intervalos, afinam metáforas
e

irritam-me!...

os poetas...
irritam-me solenemente.

a poesia, essa, está - sempre - na rua

é desejável que possuas alguma forma de templo privativo para a prática das tuas conjurações

reconheci a tua carne
na pedra fria da morgue

não
não podes plagiar a luz que não é tua

viajei pra lá da esperança
enquanto
bebias a minha saliva
como se fosse tua

quinta-feira, 2 de julho de 2009

poema bilinge
e
+ ou - visual


para os noctívagos do virtual, a geopolítica da má fé (a que consagra as premonições religiosas) sugerimos o último reduto da vontade camuflada da "self full fulling prophecy", pelo método Coué [ou seja; auto-sugestão mediante repetição - mui próximo do minimalismo espiritual].

segundo o velho Livro dos Loucos 3 Cap 21,7

domingo, 28 de junho de 2009

as gaivotas voam livres

não há mais estradas a percorrer...








esboço de uma performance

Voar é um dos sonhos mais antigos do homem

Peter Pan morreu
Meu grandioso amém por um dos seres humanos mais formosos, cálidos, ternos...


Nas civilizações mais antigas vêem-se imagens de deuses, heróis e animais alados em gravuras ou nas esculturas dos templos.
A Grécia presenteia-nos com inúmeros personagens alados - Nikea (a deusa da vitória), ou o mais famoso mito sobre o voo, o de Ícaro, filho de Dédalo
Ícaro escapou do labirinto onde se encontrava preso graças às asas feitas e inventadas por seu pai

PETER PAN PARTIU... PARA SEMPRE

O calor dos raios derreteu as asas de cera e pôs fim à história...


No dia em que construí a minha máscara funerária

sábado, 27 de junho de 2009


Em jeito de Parabéns

Há um corredor de palavras vazias,
que nem com a força da impressão sobre o papel
conseguem conquistar algum sentido.

Exibem-se,
vaidosas e emproadas,
com uma opacidade própria

tão desabitada
tão desabitada
tão desabitada

e

ocupam tanto espaço que revolvo o tempo
a abrir fendas

(fenda)

nas entrelinhas

(fenda-se)

nas intertextualidades

(fonda-se)

para as palavras amplas de genuinidade

que

tu, tu, tu, tu, tu e todos os teus tus
merecem.

Palavras que autentiquem
e autentoquem
páginas despojadas e
despidas
para o pulsar da imaginação.

Porque as tuas palavras
Discorrem fugazmente sem fixar-se.
Só assim se explica que deslumbrem
Como relâmpagos

................... suaves,
............................. delicados,
............................................ elásticos,
......................................................... ternos,
................................................................... compactos

E como os meus olhos
descem por esta escadaria poética
sem se atreverem a penetrar,

Sente estas palavras como um sorriso de passionalidade explosiva
que soletra docilmente:

“Parabéns”.



Bruno Vilão



Ricardo Mestre

segunda-feira, 22 de junho de 2009


as
lágrimas de anjo
são vermelhas

é do tempo
dizem uns

roxas sobre os travesseiros
dizem outros

com um sorriso dentro das algibeiras
e
aos saltos